quinta-feira, 16 de junho de 2011

Dedé passou de quase dispensado a referência em pouco tempo no Vasco


Dedé passou de quase dispensado a referência em pouco tempo no Vasco


Quinta-feira, 16/06/2011 - 12:27

Contra o Vitória, no ano passado, pela Copa do Brasil, Dedé finalmente recebeu uma oportunidade no time titular num jogo decisivo. Até então, era a última opção, mas por circustâncias de lesão e suspensão, teve sua chance. Na época, era conhecido como o zagueiro atabalhoado que acidentalmente machucou Carlos Alberto na véspera da semifinal da Taça Guanabara, contra o Fluminense. Poucos imaginavam que ele fosse mudar em campo este panorama. Mas foi o que o jogador fez. Hoje, Dedé virou ídolo e os mesmos torcedores que o xingaram sonham com a sua permanência no Vasco pelo menos até a Libertadores do ano que vem.

De lá para cá, Dedé só cresceu. Ano passado, terminou com o prêmio de melhor zagueiro do Campeonato Brasileiro. Este ano, foi novamente premiado no Campeonato Carioca. Tudo isso com muita raça e disposição em campo. Consequentemente, o assédio europeu está cada vez maior. Até o momento, nenhuma definição sobre o futuro, mas há pelos menos três sondagens, sendo uma delas do Benfica. Para alívio dos torcedores, que antes mesmo de pedir autógrafos já gritam para ele continuar, Dedé já adiantou que sonha disputar a Libertadores. Mas sabe que a decisão não depende só dele.

- Como não vou querer jogar a Libertadores depois de tudo que passei para conquistar a Copa do Brasil? Quero mais. É uma competição que só agrega ao currículo. Mas as sondagens existem, e eu fico muito honrado. Procuro ficar de lado nesse assunto, principalmente porque não me passaram nada de concreto. É uma situação que passa por diversas partes. Eu me preocupo apenas em ajudar o Vasco. Gosto muito do clube - afirmou.

A permanência no Vasco seria um trunfo na luta pelo principal sonho na carreira: chegar à Seleção Brasileira. Nesta semana, o técnico Mano Menezes falou abertamente que o zagueiro pode receber uma chance caso mantenha o alto nível. Dedé mal acreditou quando os amigos falaram. Precisou ver com os próprios olhos. E, ao perceber que realmente eram elogios, tratou de repetir o vídeo mais de 20 vezes. Agora ele vê o sonho ganhar contornos de realidade.

- Vou buscar isso ajudando o Vasco. Foi inacreditável ouvir os elogios da boca do Mano. Lá no clube, os meus companheiros falaram e eu não acreditei. Pensei: "Ou é bomba, ou é o que eu sempre quis escutar". Quando vi o vídeo vibrei muito. E a repercussão da torcida foi impressionante. Pelo Twitter a campanha ganhou força.

O apoio da torcida, por sinal, mexe e muito com o jogador. Dedé falou sobre este e outros assuntos. Inclusive sobre Rodrigo Caetano, um de seus maiores críticos - e incentivadores - no clube. Sobrou até apelido para o sempre sério diretor de futebol. Confira abaixo a íntegra da entrevista.

A conquista da Copa do Brasil foi um marco para o Vasco. Esperava aquela reação da torcida quando vocês desembarcaram no Rio?

- Eram onze anos sem um título nacional. Foi muito tempo sem uma alegria. A reação foi incrível na Copa do Brasil, imagina só em um título internacional como o da Libertadores? Foi muito legal ver a alegria do torcedor, isso motiva ainda mais para buscarmos novas conquistas. Ninguém está satisfeito. Temos um Brasileiro pela frente e não vamos entrar só para disputar.

Foi o seu primeiro título como profissional. Já deu para cair a ficha?

Olha, toda hora passa um filme do jogo na cabeça. Toda hora eu assisto à partida, que eu tenho gravada. Mesmo sozinho em casa, acabo ficando tenso. Quando o Willian pega a bola para chutar, torço para não entrar. Depois do gol tiveram duas bolas do Coritiba alçadas na área e eu grito para eu mesmo tirar (risos). Foi meu primeiro título, e isso é inesquecível. Não sei o que vou conquistar na carreira, mas sempre lembrarei daquele momento.

A sua rotina mudou com a conquista?

Nada. Continuo fazendo as mesmas coisas, só que hoje o pessoal me pede mais fotos e autógrafos, o que não é nenhum problema. Pelo contrário, acho muito maneiro esse calor humano. Outro dia fui ao shopping de chinelo e bermuda. Aí um torcedor disse para mim que eu era simples mesmo. Brinquei na hora dizendo que esta era a maneira educada de falar que eu estava mal-vestido (risos).

Você imaginava ter o sucesso que tem hoje depois de quase não ter tido o contrato renovado?

Tudo vira forma de motivação. Passei por muita coisa ruim. Ouvi boatos de que seria dispensado, depois tive uma proposta do futebol coreano e quase saí... Eu era a última opção, mas sempre acreditei. Revia os meus vídeos da época do Volta Redonda e sabia que precisava de uma oportunidade para mostrar o meu valor. Sabia da minha qualidade. Hoje em dia valorizo muito isso e sinceramente não sei se a ficha caiu.

A fatalidade com o Carlos Alberto ainda marca?

Até hoje tem gente que lembra daquilo. Foi um lance casual em um treino. Mas o Carlos Alberto era nossa principal referência, e isso acabou acontecendo na véspera da semifinal do Carioca. Não precisava ter sido falado tudo aquilo de mim. Foi difícil, mas dei a volta por cima.

Já dá para se considerar ídolo do Vasco?

A torcida diz que sim, mas não sei o que passa na cabeça deles. Veio a conquista da Copa do Brasil, que foi um momento histórico, mas ainda não me vejo no mesmo lugar de jogadores como Edmundo, Felipe e o Juninho Pernambucano.

Mas sua relação com a torcida é impressionante. A possibilidade de você sair já mexeu com eles, que criaram movimentos pedindo para que continue no Vasco por mais tempo...

É verdade e isso mexe. Antes de falar qualquer coisa comigo, os torcedores já dizem que eu não posso sair do Vasco. Dá ainda mais vontade de continuar. Mas eu sei bem que tudo é um conjunto de fatores.

Você se sente pronto para jogar no futebol europeu caso isto se concretize ou seria melhor passar mais tempo no futebol brasileiro?

Cresci muito neste período aqui no Vasco. Hoje eu me sinto pronto para encarar o futebol europeu. Mas tem uma Libertadores no ano que vem e isto acrescenta muita coisa no currículo. É uma competição diferente, mais um aprendizado. Mas não entro nesse assunto porque não chegou nada de concreto para mim. Minha cabeça hoje está somente no Vasco.

E a Seleção?

É meu grande sonho. Tenho como referência jogadores como Juan, Lúcio e Thiago Silva. Seria uma honra poder dividir o mesmo grupo com eles. Vi e revi os vídeos do Mano e vou continuar lutando muito para concretizar o meu sonho. Tudo isso sem perder o foco no Vasco.

No Vasco, o diretor de futebol, Rodrigo Caetano, sempre fez críticas construtivas no intuito de manter seus pés no chão e ver você subindo cada vez mais na carreira. Hoje em dia , depois de dois prêmios de melhor zagueiro e do título da Copa do Brasil, como é o discurso dele?

Pior é que continua assim! O baixinho pega mesmo no meu pé (risos)! Só que é o jeito dele mesmo. O Rodrigo é um cara sério. Mas também é muito chato de vez em quando (risos).

Fonte: GloboEsporte.com

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Ricardo Gomes admite que falou com Bordeaux, mas quer a Libertadores


R. Gomes admite que falou com Bordeaux, mas quer a Libertadores


Sexta-feira, 10/06/2011 - 01:46

Nem nos melhores sonhos Ricardo Gomes viu a consagração tão próxima. Em quatro meses, ergueu um time massacrado pelas derrotas, deu-lhe carinho, força e um brilho de campeão. Aos 46 anos, com boa bagagem do futebol francês nas costas, o técnico do Vasco jamais sentira emoção tão forte quanto a de ontem, quando, ao chegar de Curitiba, olhou pela janela do ônibus e não enxergou nem mesmo um pedacinho de asfalto que não estivesse encoberto por um pé vascaíno. Segurou o choro com dificuldade, mas não aguentou o ritmo da comemoração. Nem mesmo subiu no trio elétrico que conduzia o time pela cidade. Deu um pulo em São Januário, pegou umas “coisinhas” e seguiu para casa. Estava na história do Vasco.

Essa entrevista exclusiva ao MARCA BRASIL foi feita com atraso de uns 10 dias. Por telefone, Ricardo Gomes recusara a primeira tentativa:

“Não posso falar agora porque não quero mentir. Vamos marcar para o dia 9, após a decisão do título. Na vitória ou na derrota, porque não sou homem de fugir da raia”, prometera, por telefone. Assim, Ricardo evitava comentar as conversas tentadoras que vinha tendo com o Bordeaux.

Descartado o clube francês, e tendo sua escolha abençoada com a Copa do Brasil, Ricardo Gomes já pode falar sobre o futuro. Juninho Pernambucano será titular de seu time, o Vasco ganha força no Campeonato Brasileiro e a Libertadores é a motivação para a renovação de um contrato que termina em dezembro.

MARCA BRASILH: Essa conquista é a mais marcante da sua vida?
Ricardo Gomes: Foi uma das mais marcantes. Mas o primeiro título marca muito, e eu ganhei a Copa da França (em 1998, pelo Paris Saint-Germain), na inauguração do Stade de France. Mas, claro, no nosso País o sabor é melhor.

MBH: Você já tinha sofrido tanto para conquistar um resultado positivo?
RG: Eu me lembro de um jogo do Paris Saint-Germain contra o Liverpool, pela semifinal da Copa Europeia, em 1997. Tínhamos vencido o primeiro jogo em Paris por 3 a 0 e perdemos na Inglaterra por 2 a 0, sofrendo muito. E fomos à final, mas depois de muito desespero, muita bola alçada na área.

MBH: Você tem laços estreitos com o Fluminense por causa do seu passado de jogador. A Copa do Brasil fortalece sua relação com o Vasco e sua torcida?
RG: Não sei... Já estava me sentindo em casa antes mesmo desse título, mas uma conquista sempre fortalece. Não vou esquecer o que vi quando chegamos de Curitiba. Estávamos no ônibus, ilhados, muito emocionados com a torcida. Os jogadores filmavam as pessoas que estavam na rua... Foi uma coisa de maluco.

MBH: Você chorou?
RG: Não cheguei a chorar, mas as lágrimas quase escorreram.

MBH: Chegou a ficar balançado com a proposta do Bordeaux?
RG: Agora posso falar que a aproximação foi forte. O presidente me ligou, fiquei mesmo balançado, mas não seria legal sair no meio do trabalho. Era o melhor momento para eu voltar para o Bordeaux, mas, não, para sair do Vasco, entende? Já tinha feito uma cagada em 2007 quando saí do Bordeaux depois de ser campeão em cima do Lyon, do Juninho. Acabamos com a hegemonia deles... E eu fui para o Mônaco. Deu errado.

MBH: Já está convicto de que tomou a decisão certa?
RG: O futuro a Deus pertence, mas era o que tinha que ser feito. Falei com o presidente do Bordeaux umas mil vezes. Ficamos três ou quatro dias conversando... E decidi assim.

MBH: Seu contrato com o Vasco vai até dezembro. E depois, com a disputa da Libertadores?
RG: É lógico que quero disputar a Libertadores. Não tenho vontade de sair do Vasco. E o título da Copa do Brasil nos dá a possibilidade de fazer algo ainda mais forte. Eu saí de uma Libertadores por causa do calcanhar do Alecsandro (autor do gol do Internacional que eliminou o São Paulo, em 2010). Você acha que eu ia conviver com esse negócio na garganta? Ele me devolveu a Libertadores. Tinha essa dívida comigo.

MBH: Qual é o seu objetivo agora? É o título brasileiro?
RG: Esse seria o melhor dos mundos, mas é difícil falar sobre o Campeonato Brasileiro. Temos que esperar umas 12 rodadas para saber onde se vai brigar. A margem de erro é muito grande para eu falar sobre isso agora com você.

MBH: O Vasco vai atrás de reforços?
RG: O Juninho já é um grande reforço, mas temos a ideia de trazer outros. Não posso falar.

MBH: Algum nome de peso?
RG: Não, nenhum nome tão forte.

MBH: Dedé vai ficar?
RG: A informação que me passaram é que ele fica até o fim do ano.

MBH: A perda da Taça Rio para o Flamengo, nos pênaltis, está superada?
RG: Depois daquele jogo, reuni o time no vestiário — e raramente faço isso. Eu disse aos jogadores que não levaria muito tempo para conquistarmos alguma coisa. Se não dá cedo, dá tarde. A tristeza era grande, mas não foi maior do que a minha confiança naquele dia.

MBH: Por que tinha essa certeza da volta por cima e de um título a curto prazo?
RG: Porque sentia o ambiente. Você sabe ao longo do dia se o seu jornal no dia seguinte estará bacana. Assim como deve sentir de vez em quando que o jornal estará uma cagada. Os jogadores não chegam no clube sonolentos. Sinto neles a vontade de trabalhar. As coisas fluem bem.

MBH: Acabou a síndrome de vice?
RG: Isso só acaba com uma série de conquistas. Mas, sinceramente, acho que há um terrorismo nessa história toda. A história do Vasco contradiz o terrorismo que foi feito nesses últimos anos.

MBH:Quando chegou ao Vasco, que caía pelas tabelas, sonhava com esse momento de consagração?
RG: Não sonhava, não. Mas não sou de projetar para a frente. Não sou de sonhar com as conquistas. Isso aí você constrói no dia a dia. Quando cheguei no clube, faltava confiança e autoestima. A comissão técnica foi muito eficiente em resgatar a confiança dos jogadores. Trabalhamos mais com isso do que até com a parte tática. Atacamos nesse ponto nas três primeiras semanas.

MBH: Já conversou com Juninho Pernambucano?
RG: Não, e somente ontem eu soube pelo Roberto (Dinamite) que ele já chegou. Mas o Rodrigo Poletto (preparador físico) está mantendo contato e passando orientações para ele.

MBH: Qual é a importância do Juninho nesse elenco campeão?
RG: É um jogador com quem nunca trabalhei. Na verdade, ele foi meu adversário (na França). Seria uma perda de tempo falar agora das qualidades que todos conhecem. Ele me parece ser um profissional extremamente dedicado. É vitorioso. Briga pela vitória, assim como o Felipe, o Alecsandro, o Diego Souza...

MBH: Em entrevistas recentes, Juninho já deixou clara sua aversão a concentração e ao excesso de jogos. Você pretende fazer alguma concessão a ele?
RG: Não há a menor chance. Ele vai cumprir o que for determinado para o grupo. Essa negociação não vai rolar. Ele terá que fazer o que todo mundo faz. É inegociável.

MBH: Juninho vem pra ser titular?
RG: É claro que sim.

MBH: Ele vai entrar no lugar de quem?
RG: Vou entrar com um recurso na Fifa pedindo para o Vasco entrar em campo com 12 jogadores. (risos).

MBH: Mesmo não querendo revelar agora, você já sabe quem vai sair do time para a entrada do Juninho?
RG: Vou entrar com 12... Tô dizendo pra você (risos)...

Fonte: Marca Brasil

quinta-feira, 9 de junho de 2011

É CAMPEÃO!!! VASCÃO CAMPEÃO DA COPA DO BRASIL! COXA 3X2 VASCO!


É CAMPEÃO!!! VASCÃO CAMPEÃO DA COPA DO BRASIL! COXA 3X2 VASCO!


Quarta-feira, 08/06/2011 - 23:53

Foram oito anos, dois meses e 18 dias de uma angustiante espera. A conquista do Campeonato Carioca em 23 de março de 2003 tinha sido a última do Vasco em competições no grupo de elite. Tão logo o árbitro Sálvio Spinola ergueu os braços no lotado Couto Pereira, na gélida noite desta quarta-feira, depois de sofrimento intenso nos 90 minutos, a imensa torcida cruz-maltina era "bem feliz, norte e sul, norte e sul deste país", conforme o hino do genial Lamartine Babo. O frio de 10 graus no palco da decisão já não importava mais: o calor da festa aqueceu dentro e fora do estádio. A Copa do Brasil 2011 tem como dono, pela primeira vez, clube cujo nome é de navegante português, mas que marca a fase do atual Trem-Bala. Num jogo sensacional, nunca uma derrota foi tão comemorada: os 3 a 2 sofridos diante do Coritiba, que como o Vasco se refez após o inferno de um ano pela Série B, repete uma sina de conquistas longe de São Januário que começou com o Expresso da Vitória, em 1948.No Chile, Ademir de Menezes era o craque daquele Sul-Americano, que o time ganhou em cima do argentino River Plate. Depois, o Vasco de Bebeto levaria fora do Rio, no Morumbi, o poderoso São Paulo na final do Brasileiro de 1989. Nove anos depois, em 1998, o clube voltou a mandar na América do Sul ao levantar a Libertadores em Guayaquil após bater o Barcelona equatoriano. E finalmente, em 2000, a catarse no título da Copa Mercosul em pleno Palestra Itália, numa virada histórica por 4 a 3 sobre o Palmeiras comandada por Romário. A história desse clube era um aviso ao Coritiba: fora de casa, é tão ou mais perigoso do que em seu domínios. Alecsandro e Eder Luis escrevem o nome na sala de troféus do clube com os gols marcados - Bill, Davi e Willian fizeram os da vitória do Coxa - e o garantem de volta à Libertadores em 2012 pelo critério de desempate de gols marcados fora.
Foi uma vibração das mais intensas. O Coritiba pressionava muito, ainda que mais no coração do que na estratégia. Já fora de campo, substituídos, Felipe e Diego Souza rezavam encolhidos, como autênticos torcedores, juntando-se aos quatro mil vascaínos no estádio que explodiram de alegria. O técnico Ricardo Gomes, um dos responsáveis pela recuperação da equipe no início da temporada, se sentia, enfim, recompensado. Roberto Dinamite, ídolo agora presidente, falava do seu primeiro título na nova função. Fernando Prass, goleiro que sofreu a pressão e capitão da equipe, levantava a taça, antes da volta olímpica consagradora. Agora, é só pensar em festa.

O JOGO

A torcida do Coritiba fez a sua parte para tentar pôr fim à impetuosidade do Trem-Bala. Lotou o Couto Pereira, apoiou o time. Em campo, o curioso é que os coxas preferiram entrar com o uniforme número dois, com listras verdes e brancas mais largas. Superstições à parte, o técnico Marcelo Oliveira surpreendeu ao escalar três volantes no meio-campo e apenas um atacante. Sem Anderson Aquino, o craque da companhia - suspenso pelo terceiro cartão amarelo recebido na derrota no Rio, no primeiro jogo, por 1 a 0 -, ele optou pelo marcador Marcos Paulo. A intenção era povoar o meio-campo, ter a posse de bola, evitar um gol do Vasco no início - que certamente desanimaria, e muito, a equipe no restante da partida.
A tática só durou dez minutos. Foi pura ilusão de Marcelo Oliveira. Realmente, o time imprensou o Vasco em seu campo. Estava difícil para sair jogando. Até Felipe errava passe na saída de bola. Dedé mostrava nervosismo em entrada dura em Davi. Na falta, Jonas fez Fernando Prass voar junto com os milhões devascaínos para tocar a escanteio.
Mas o Vasco tinha bons trunfos tirados da manga: um bom camisa 10 para armar a jogada, um atacante veloz, com característica de ponta, para centrar na medida. E um artilheiro nato na área. Bastou isso para abrir o placar e mudar o jogo.
O passe de Diego Souza para Éder Luis, que já tinha assustado o Coritiba ali pela direita, fez o atacante disparar até a linha de fundo. O toque rasteiro encontrou Alecsandro livre. Foi só tocar e correr para o abraço, aos 11. O mesmo artilheiro da vitória em São Januário, dessa vez, não comemorou à la seu pai, o atacante Lela, ídolo do Coritiba, que botava a língua para fora. Preferiu homenagear Ronaldo Fenômeno ao usar o indicador apontando para frente e balançar a mão, gesto que o Fenômeno eternizou na final da Copa de 2002. Depois, mostrou tatuagem no braço com nome do filho Yan.
Os 4 mil vascaínos comemoraram como loucos e tiveram a companhia do solitário goleiro Fernando Prass, que foi em direção à parte destinada à torcida e emocionou todos ali. Afinal, aquele resultado não só dava ao time a vantagem de sair sem a taça apenas se perdesse por dois gols de diferença como também esfriava o ímpeto do Coxa e de sua torcida. Com isso, os mais experientes cozinharam a partida por bons 15 minutos. Anderson Martins e Dedé garantiam a defesa, Allan e Ramon pouco subiam., Rômulo e Eduardo Costa fechavam bem o meio-campo.
O técnico Marcelo Oliveira, percebendo a besteira que fez na escalação inicial, resolveu mexer aos 26 minutos. Sacou Marcos Paulo, que colocara para fechar o meio, e lançou mais um atacante, Leonardo. Demorou dois minutos para empatar a partida. Davi, que armava a equipe com competência, alçou bola para Jonas pela direita. O toque de cabeça para a área encontrou Bill livre - numa falha de marcação vascaína - para cumprimentar e mandar para as redes, aos 28.
Voltou tudo. Empolgação da torcida do Coritiba, correria do time... E o Vasco sentiu também o golpe. Só Felipe aparecia mais, conseguindo prender bem a bola. Do outro lado, Davi ditava melhor ainda o ritmo da equipe. Leonardo não deixava Bill mais isolado na briga com a zaga vascaína. E se Jonas já atacava melhor pela direita, Emerson melhorou um pouco na briga com Eder Luis pela esquerda.
Rafinha, enfim, deu o ar da graça com sua velocidade: aos 44, após centro da meia-esquerda do esforçado Léo Gago, levou a melhor após uma deixada de Davi para ele bater com perigo. O rebote de Fernando Prass na defesa foi exatamente nos pés de Davi, e o camisa 10 não perdoou com sua canhota: 2 a 1 para o Coxa no apagar das luzes do primeiro tempo.
Os dez primeiros minutos da segunda etapa foram de puro nervosismo das duas equipes. Praticamente não houve futebol. O Coritiba estava mais duro nas divididas. O Vasco não se intimidava. Com mais posse de bola, o time da casa explorava a velocidade de Rafinha pela direita. Até estava um pouco melhor. Mas futebol tem dessas coisas. Brilhou a estrela de Eder Luis, e faltou a do goleiro Edson Bastos. Ao receber bola na meia-direita, o camisa 7 resolveu arriscar um chute. O goleiro pulou errado, a bola passou justamente onde estava colocado antes: o Vasco empatava a partida e botava a mão na taça. Eder Luis puxava a comemoração do trem-bala com o resto do time.
Precisando de dois gols para virar a situação, Marcelo Oliveira fez duas mexidas. Botou Eltinho no lugar de Lucas Mendes e Marcos Aurélio no de Léo Gago. O Coxa ganhou um gás. A partida voltou a ferver quando, aos 21, após uma pixotada de Rômulo para fora da área, Willian acertou uma bomba que tomou efeito e foi à esquerda de Fernando Prass. Era o terceiro gol do Coritiba. Esperança renovada.
Davi, Rafinha, Leonardo e Bill cresciam. Do lado do Vasco, Alecsandro, Felipe e Diego Souza sumiam, davam sinais de cansaço. Em lance polêmico pela esquerda, entre Dedé e Leonardo, que se enroscaram na área, o Coxa pediu pênalti, não marcado. A pressão aumentava quando Ricardo Gomes sacou, de uma vez só, Felipe e Diego Souza, para pôr Jumar e Bernardo.
Ainda que o Vasco ganhasse fôlego, a pressão do Coxa aumentava. Nem era mais técnica. Era coração. O Vasco se defendia como podia, heroicamente. Fernando Prass largou uma bola quase - isso mesmo, quase - nos pés de Bill. As câmeras de TV mostravam, fora de campo, Felipe e Diego Souza rezando. Bernardo, que sempre entra ligado, quase empatou no fim. O jogo foi um perigo para os cardíacos. Mas, mesmo com a derrota, a explosão foi vascaína.

GALERIA



Em pé: Fernando Prass, Elton, Eduardo Costa, Romulo, Dedé, Jumar, Felipe e Alessandro; Agachados: Márcio Careca, Anderson Martins, Bernardo, Fellipe Bastos, Fagner, Diego Souza, Alecsandro, Ramon, Allan e Eder Luis

Torcida do Vasco
Torcida do Vasco
Torcida do Vasco
Torcida do Vasco
Alecsandro
Alecsandro
Jogadores comemoram gol de Alecsandro
Jogadores comemoram gol de Alecsandro
Alecsandro
Alecsandro
Alecsandro e Felipe
Alecsandro e Felipe
Alecsandro e Ramon
Alecsandro e Ramon
Alecsandro
Alecsandro
Alecsandro, Romulo e Ramon
Alecsandro, Romulo e Ramon
Alecsandro
Alecsandro
Ramon
Ramon
Eder Luis
Eder Luis
Ramon
Ramon
Romulo
Romulo
Lance de jogo
Lance de jogo
Anderson Martins
Anderson Martins
felipe
felipe
Eder Luis
Eder Luis
Dedé
Dedé
Felipe
Felipe
Eder Luis
Eder Luis
Jogadores comemoram gol de Eder Luis
Jogadores comemoram gol de Eder Luis
Eder Luis e Diego Souza
Eder Luis e Diego Souza
Jogadores comemoram gol de Eder Luis
Jogadores comemoram gol de Eder Luis
Jogadores comemoram gol de Eder Luis
Jogadores comemoram gol de Eder Luis
Jogadores comemoram gol de Eder Luis
Jogadores comemoram gol de Eder Luis
Jogadores comemoram gol de Eder Luis
Jogadores comemoram gol de Eder Luis
Jogadores comemoram gol de Eder Luis
Jogadores comemoram gol de Eder Luis
Eder Luis
Eder Luis
Reservas comemoram gol do Vasco
Reservas comemoram gol do Vasco
Jogadores comemoram gol de Eder Luis
Jogadores comemoram gol de Eder Luis
Jogadores comemoram gol de Eder Luis
Jogadores comemoram gol de Eder Luis
Diego Souza
Diego Souza
Romulo
Romulo
Diego Sousa
Diego Sousa
Eder Luis
Eder Luis
Eduardo Costa
Eduardo Costa
Felipe
Felipe
Felipe
Felipe
Ramon
Ramon
Fernando Prass
Fernando Prass
Ricardo Gomes
Ricardo Gomes
Jogadores levantam a taça
Jogadores levantam a taça
Jogadores levantam a taça
Jogadores levantam a taça
Jogadores levantam a taça
Jogadores levantam a taça
Alecsandro
Alecsandro
Jogadores levantam a taça
Jogadores levantam a taça
Jogadores levantam a taça
Jogadores levantam a taça
Jogadores levantam a taça
Jogadores levantam a taça
Jogadores levantam a taça
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Jogadores levantam a taçaJogadores levantam a taça
Jogadores levantam a taçaJogadores levantam a taça
Jogadores levantam a taça
Jogadores levantam a taça

VÍDEOS




ÁUDIOS



1º gol do Vasco - Alecsandro - Na voz de Luiz Penido, da Rádio Tupi
2º gol do Vasco - Eder Luis - Na voz de Luiz Penido, da Rádio Tupi

FICHA TÉCNICA

CORITIBA 3 x 2 VASCO
Local: Couto Pereira, em Curitiba (PR)
Árbitro: Sálvio Spínola (Fifa/SP)
Auxiliares: Alessandro Rocha de Matos (BA) e Emerson Augusto de Carvalho (SP)
Cartões amarelos: Léo Gago, Bill, Leonardo (CTB); Eder Luis, Eduardo Costa, Felipe, Jumar (VAS)
GOLS: Alecsandro, 11'/1°T (0-1); Bill, 29'/1ºT (1-1); Davi, 44'/1ºT (1-2); Eder Luis, 12'/2ºT (2-2); Willian, 21'/2ºT (3-2)
CORITIBA: Edson Bastos, Jonas, Demerson, Emerson e Lucas Mendes (Eltinho, 14'/2ºT); Willian, Léo Gago (Marcos Aurélio, 15'/2ºT), Marcos Paulo (Leonardo, 28'/1ºT), Rafinha e Davi; Bill - Técnico: Marcelo Oliveira
VASCO: Fernando Prass; Allan, Dedé, Anderson Martins e Ramon; Rômulo, Eduardo Costa, Felipe (Jumar, 33'/2T) e Diego Souza (Bernardo, 33'/2ºT); Eder Luis e Alecsandro - Técnico: Ricardo Gomes.

TROFÉU NETVASCO 2011


Dê suas notas agora!
Col.JogadorMédiaCol. no anoMédia no ano
Eder Luis9.67996.5712
Alecsandro8.95026.7280
Anderson Martins8.89747.1988
Dedé8.44957.7588
Fernando Prass8.09957.0098
Felipe8.09267.1134
Romulo7.727414º5.9775
Diego Souza7.65016.9080
Allan7.549815º5.9720
10ºBernardo7.18227.0753
11ºJumar7.0230*6.2553
12ºRamon6.873716º5.8831
13ºEduardo Costa6.650110º6.2923
* = não classificado (menos de 10 jogos) | Total de votos: 1306 | Ranking 2011
Fonte: GloboEsporte.com (texto, fotos, vídeo), O Globo online (ficha, fotos), Superesportes (áudios), Site oficial do Vasco (fotos), Fotocom (fotos), UOL (fotos), Gazeta Esportiva (fotos), O Dia (fotos)